
Muito gostariamos de não precisar de falar mais sobre este assunto, mas não é possível. Tanto gostariamos de ter descoberto o modelo e as pessoas certas para estarem à frente da administração do nosso Condomínio, mas não descobrimos. Compreendemos perfeitamente que a maioria dos Condóminos não queira consumir mais tempo com o Condomínio do que a presença numa Assembleia Geral anual e que considerem que o que temos hoje é o melhor que até hoje se conseguiu ter. Porventura é verdade.
Mas, mesmo estas constatações não nos permitem, a nós que somos uma pequena minoria de Condóminos mais preocupados com o Condomínio, cruzar os braços. Tanto gostaríamos de dizer que o nosso actual Administrador seria a pessoa de confiança, independentemente de ser contratado, avençado ou qualquer outra coisa, independentemente de ser um profissional da gestão de condomínios, das promoções médicas ou da
venda de produtos de emagrecimento. Fosse ele a pessoa que pudesse merecer a confiança da gestão deste Condomínio e seria a pessoa certa, mesmo que a trabalhar em part-time ou fora de horas.
O mesmo diriamos da nossa Comissão de Representantes, eleita por todos como Junta de Salvação Nacional e em quem confiámos em desespero de causa a nobre missão de fiscalizar a nossa Administração. Uma equipa praticamente imaculada (totalmente não fosse a infracção ao Regulamento do Condomínio que o Costa Serrão insiste em manter na zona do seu parqueamento), mas sobretudo uma equipa destemida e com vontade de fazer trabalho de forma graciosa, o que é muito nobre e a quem o Condomínio tem que agradecer.
Com ou sem consentimento ou pelo menos com mais ou menos conhecimento desta nobre equipa, a verdade é que o nosso Administrador continua a esticar a corda. Há que dizê-lo para alertar e sensibilizar os Condóminos, ainda que a maioria não pretenda fazer nada para alterar a situação.
Revisitamos os factos:
Começou com a questão mais que falada nestas páginas e subejamente provada com documentos vários que estão publicados neste blogue e com a falta de resposta do próprio Administrador: a mudança do Seguro de uma companhia para outra, alterando as condições da apólice, prejudicando os condóminos subscritores em caso de ocorrência de sinistro. Uma poupança mínima para os bolsos dos subscritores que irão sentir nos bolsos as alterações assim que houver um incidente sério no Condomínio, quando apesar de pagarem seguro lhes pedirem o valor das franquias, valor bem mais alto do que pouparam nos prémios. Mau negócio para os subscritores, bom negócio para alguém seguramente, ou então explique o nosso Administrador de forma clara onde estava a necessidade de se ter feito esta alteração. Está no prémio, mas não dos condóminos. O silêncio é revelador.
Continuou com a substituição da empresa de limpeza, qual bom negócio onde conseguiu pelo mesmo preço, menos serviço, menos duas funcionárias, menos horas de trabalho, sem lavagens de garagem incluídas. Com vantagem, claro, mas não para os condóminos.
A famosa acta da Assembleia Geral de 12 de Março, que foi anotada pela muito competente secretária administrativa que o Condomínio contratou em regime de trabalho temporário (muito competente - que aqui fique claro para todos, não vá o Administrador um dia destes pretender despedi-la sumariamente por a sua competência empatar os seus jogos de poder). A acta posteriormente redigida e inclusivamente já aprovada pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral continua na gaveta do Administrador por este não concordar com o que nela se diz, isto é, por ele não concordar com o que se passou na Assembleia Geral, pois é disso que se trata, escrever em acta o que se passou na Assembleia Geral. À data de hoje, mais de 45 dias passados, a acta continua por distribuir.
A mudança abrupta do escritório de advocacia que acompanhava o Condomínio conseguida em plena Assembleia Geral já na presença do novo escritório de advocacia, com discurso de campanha contra o antigo escritório ainda que sem apresentação de provas e proferido pelos representantes do novo escritório mesmo ainda antes de o ser. Ficou a faltar o esclarecimento da verdade sobre os factos, o verdadeiro motivo pelo qual o nosso Administrador se incompatibilizou com o representante do antigo escritório e porque motivo foi impedido de entrar nesse escritório. Ou porque motivo o processo contra a SGAL realmente não teve andamento com esse escritório e o que fez o nosso Administrador para que isso acontecesse. Mas pior do que isso, esta mudança arrastou com ela a mudança de acompanhamento do processo Condomínio e Condóminos vs Rui Videira. É que neste processo o escritório acompanhava não só o Condomínio como alguns Condóminos que também foram processados pelo Rui Videira e que de um momento para o outro se viram a ser defendidos por um escritório de advocacia que não conhecem.
Para finalizar, não podemos deixar de referir a arrogância no tratamento aos Condóminos. Já todos assistiram a essa arrogância em Assembleias Gerais e alguns em particular no trato directo no escritório do Condomínio.
E a corda está tão esticada que o nosso Administrador começa a ficar preso por um fio.